29 de mai de 2010

Me obstenho de ter que ser.,
Não quero ter que me
controlar, quero expandir as forças.
Tirar o peso, quero respirar.
Se tudo fosse calmo e tranquilo,
talvez eu pudesse andar.
Mas tão perdido, não posso me buscar,
não posso voltar.

É preciso paz, é preciso um coração,
é preciso a verdade.
Um canto pra pensar em nada.
Apenas um espaço, uma estrada,
onde possa correr em busca de nada.
Mas foi tanto que eu perdi, que agora fico aqui.
Se era pouco oque eu tinha,
oque fez tanta falta assim...
Me falta espaço, que falta um abraço
me falta um brilho no olhar.
Me faltam as palavras certas ditas no pior momento.
Me falta um sentimento.
Este fundo vazio, sombrio, pra me acolher.
Não fui eu que fui.
De tão raso e abstrato.
É escuro que me diz.